Vivemos numa época de crise.
Sinto-a todos os dias na minha carteira e conta bancária.
Sinto-a todos os dias nas queixas dos meus familiares e amigos, que estão como eu.
Sinto-a todos os dias no meu emprego.
Sinto-a todos os dias quando ligo a televisão ou rádio.
A crise está a atrofiar-nos. Eu sinto-me atrofiada todos os dias.
Durante toda a minha vida, nunca vivi à vontade. Nunca tive dinheiro de sobra para comprar o que me desse vontade, nem com o dinheiro dos meus pais, nem com o meu, mesmo quando comecei a trabalhar.
Os meus pais passaram muitos sacrifícios para nos educar (somos 5 filhos) da melhor forma possível, não passamos fome mas nunca tivemos muita coisa no frigorífico, nem em quantidade, nem em variedade. Talvez por isso, eu seja daquelas pessoas que procura os melhores preços (o Grande, mais ainda que eu), que odeia desperdiçar comida, dou prioridade a coisas muito importantes, como as contas do mês e ao bem estar dos meus filhos, e não ligo nada a futilidades.
Em muitas situações, sinto que estou melhor preparada para lidar com a crise. Pelo menos a frustação de não poder comprar "aquelas calças" não a tenho. Se não forem "aquelas" serão "outras", porque o mais importante e essencial é que não ande nua. Claro que a vaidade também conta, mas tudo se contorna (não implorem que eu não vou pôr uma foto comigo vestida com a roupa, com a menção a lojas e marcas ...ehehh).
Vejamos o que o futuro nos reserva.
Eu só quero ter, para mim e para os meus, saúde, emprego e não perder mais ninguém na minha vida.
quinta-feira, 24 de março de 2011
O primeiro dói-dói da Pequena
No fim-de-semana passado a Pequena foi com a avó E. para a praia. Era para ir o irmão, mas ele não quis. Quando a avó perguntou se ela queria ir, foi logo buscar o casaco. Está sempre com vontade de "lauriar a pevide", aquela garota.
Estava combinado vir para casa só na 3ª feira, mas no Domingo à noite a minha sogra liga-me a dizer que se vem embora porque aconteceu um acidente. Imediatamente fico com as antenas no ar, mas calmamente pergunto "então?", ela responde: "não foi nada de especial, mas quero que sejam vocês a avaliar. Estava a dar-lhe o banho, ela bateu com a cabeça na esquina do móvel (daqueles que estão incorporados dentro de uma parede, forrada a azulejo) e abriu a cabeça. Não é muito grande a ferida, mas é melhor vocês verem se querem ir ao hospital". E lá vieram para casa, eu ansiosa para ver a miúda.
Quando a vi, tinha um penso, que eu não tirei pois o sangue continuava a escorrer. Levei-a ao hospital. Levou uma cola espectacular, que não doi tanto como levar um ponto, cura muito mais depressa e não deixa cicatriz.
Cedo percebi que esta Pequena me vai dar muitas preocupações.
Estava combinado vir para casa só na 3ª feira, mas no Domingo à noite a minha sogra liga-me a dizer que se vem embora porque aconteceu um acidente. Imediatamente fico com as antenas no ar, mas calmamente pergunto "então?", ela responde: "não foi nada de especial, mas quero que sejam vocês a avaliar. Estava a dar-lhe o banho, ela bateu com a cabeça na esquina do móvel (daqueles que estão incorporados dentro de uma parede, forrada a azulejo) e abriu a cabeça. Não é muito grande a ferida, mas é melhor vocês verem se querem ir ao hospital". E lá vieram para casa, eu ansiosa para ver a miúda.
Quando a vi, tinha um penso, que eu não tirei pois o sangue continuava a escorrer. Levei-a ao hospital. Levou uma cola espectacular, que não doi tanto como levar um ponto, cura muito mais depressa e não deixa cicatriz.
Cedo percebi que esta Pequena me vai dar muitas preocupações.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Das doenças nas crianças
Ontem fui a mais uma consulta de rotina com o T. ao HSM. Mais uma vez fiz um teste ao limite da minha paciência aos tempos de espera para consulta, exame e novamente consulta. Passei lá quase 6 horas.
E foi durante estes tempos de espera, que estando o T. a ler o seu livro do Gerónimo Stilton, o pai a jogar no telemóvel, eu não tendo mais nada para fazer, fiquei a observar o que se passava à minha volta. E reparei nas pessoas (mães) com os seus filhos, que se cumprimentam umas às outras e partilham as suas experiências, porque têm em comum a doença dos seus filhos, e se encontram pontualmente nestas consultas, conhecem-se nestas consultas.
Estou a falar de miúdos com imunodeficiências graves, deficiências, doenças crónicas, doenças raras...
Vi duas mães com filhas de 11, 12 anos, uma contente porque a filha tinha ganho 2 quilos, a outra a triste porque a filha tinha perdido 7.
7 quilos em 30 e tal... Ambas tinham fibrose quística. Ambas têm o futuro comprometido! E é uma realidade muito triste.
É muito duro saber que os filhos sofrem de doenças crónicas, fatais.
E eu olho para isto com um misto de emoções. Porque se neste momento não tenho um diagnóstico preciso para o T., tenho um prognóstico favorável, a hipótese do seu sistema imunitário começar a responder sozinho às infecções daqui a meia dúzia de anos. Até lá, é estar sempre alerta, e dar-lhe antibiótico todos os dias, mas isso é o que tenho vindo a fazer desde há 7 anos.
Por outro lado conheço a dura realidade de fazer exames, análises para despistar doenças muito graves, tive a realidade de por 1 ano lhe ter sido diagnosticada uma doença crónica rara que antevia um futuro negro, esperança de vida curta. Ao fim de 1 ano o estudo genético veio contrariar o diagnóstico. Ainda bem.
Mas há tantas pessoas ( crianças ) que não têm este final feliz. E eu sinto muito por elas.
Por isso, quando depois de ter passado tantas horas à espera tive de esperar mais meia hora para ir ao balcão da recepção, e enquanto via as pessoas impacientes a verem-se ficar para trás porque havia pessoas a chegarem posteriormente com um papel amarelo que lhes dava prioridade, congratulei-me por ter de esperar, porque em tempos também já fui portadora daquele papel amarelo.
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doenças,
Pensamentos,
T.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Carnaval II
Este ano, na escola do Pequeno, decidiram que não querem roupas de carnaval compradas, por isso lançaram um tema por dia durante toda a semana. O lema é usar a imaginação.
- Na 2ª feira foi o dia dos óculos - não deu para mascarar o Pequeno porque ele já tem óculos e precisa deles para ver.
- Na 3ª f foi o dia dos penteados / despenteados - o Grande fez-lhe um penteado meio despenteado com gel. Ele tem o cabelo compridito e deu para fazer um penteado engraçado, até tranças tinha.
- Na 4ª f foi o dia dos chapéus - os miúdos estavam o máximo, havia chapéus muito engraçados.
- Hoje foi o dia do pijama. O Pequeno foi com o pijama vestido e com o roupão. Parecia um mafioso acabado de acordar. Só lhe faltava o charuto.
Amanhã, é o dia do desfile e o tema é o Carnaval trapalhão. Vou vestir-lhe roupas já fora de moda conjugadas com uma mistura de padrões, com gravata, boina e uma cabaça a condizer com umas pinturinhas - bigode e umas rosetas, a indicar um copinho a mais...
A Pequena, que ainda não anda na escola e que tem uma madrinha que é um espectáculo, vai vestir este lindo fatinho de Minie.
- Na 2ª feira foi o dia dos óculos - não deu para mascarar o Pequeno porque ele já tem óculos e precisa deles para ver.
- Na 3ª f foi o dia dos penteados / despenteados - o Grande fez-lhe um penteado meio despenteado com gel. Ele tem o cabelo compridito e deu para fazer um penteado engraçado, até tranças tinha.
- Na 4ª f foi o dia dos chapéus - os miúdos estavam o máximo, havia chapéus muito engraçados.
- Hoje foi o dia do pijama. O Pequeno foi com o pijama vestido e com o roupão. Parecia um mafioso acabado de acordar. Só lhe faltava o charuto.
Amanhã, é o dia do desfile e o tema é o Carnaval trapalhão. Vou vestir-lhe roupas já fora de moda conjugadas com uma mistura de padrões, com gravata, boina e uma cabaça a condizer com umas pinturinhas - bigode e umas rosetas, a indicar um copinho a mais...
A Pequena, que ainda não anda na escola e que tem uma madrinha que é um espectáculo, vai vestir este lindo fatinho de Minie.
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carnaval; miúdos
Carnaval
Hoje mandei para as respectivas escolas um índio e uma bruxinha.
Amanhã vão ambos de carnaval trapalhão.
E o que eles se divertem com isto...
Amanhã vão ambos de carnaval trapalhão.
E o que eles se divertem com isto...
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carnaval; miúdos
quarta-feira, 2 de março de 2011
6ª Aniversário de Casamento
No próximo dia 5 faço 6 anos de casada.
Vou jantar com o Grande. Os dois sozinhos, sem os miúdos, pela primeira vez desde que a Pequena nasceu, com a ajuda preciosa das avós que vão ficar com eles.
Estes momentos a sós e a dois, são obrigatórios.
Eu adoro estar em família. Sempre que vamos para algum lado, vamos os 4 e eu adoro. Na próxima 2ª f vamos para a Serra da Estrela e só voltamos na 5ªf. Estou ansiosa. No ano passado também fomos, a Pequena tinha apenas 3 meses, por isso não se lembra, mas o Pequeno ainda hoje fala desses dias.
Voltando ao casamento, há 6 anos ... foi um dia muito giro, correu tudo muito bem, apesar do frio que passei com o meu vestido (lindo) cai-cai. A lua de mel no México foi tão boa, tão boa, que sempre que vejo as fotografias, quero (desesperadamente) voltar.
Olhando para trás, a opção de casar e de com o casamento vivermos juntos, foi a melhor coisa que fiz na vida. Já namoravamos há 10 anos e o casamento só melhorou a nossa relação, que já era muito boa.
Depois vieram os projectos juntos e os filhos, muito desejados. O Pequeno e a Pequena, que são uns reguilas, mas que amamos profundamente. São bons miúdos. Ele, mais meiguinho, ela mais avarenta.
A paternidade revelou um Grande, cheio de amor para dar, muita brincadeira, bons princípios e bons conselhos. Eu, é mais ralhetes ... sou sempre eu ... ehehe.
Apesar do Pequeno dizer, quando está chateado "já não sou teu filho", adora-me e não me larga. Por acaso, quando se zanga com o pai ainda é mais engraçado porque diz "já não sou teu filho, sou só filho da mãe".
Deixando as lamechices, que dure muitos mais anos.
Vou jantar com o Grande. Os dois sozinhos, sem os miúdos, pela primeira vez desde que a Pequena nasceu, com a ajuda preciosa das avós que vão ficar com eles.
Estes momentos a sós e a dois, são obrigatórios.
Eu adoro estar em família. Sempre que vamos para algum lado, vamos os 4 e eu adoro. Na próxima 2ª f vamos para a Serra da Estrela e só voltamos na 5ªf. Estou ansiosa. No ano passado também fomos, a Pequena tinha apenas 3 meses, por isso não se lembra, mas o Pequeno ainda hoje fala desses dias.
Voltando ao casamento, há 6 anos ... foi um dia muito giro, correu tudo muito bem, apesar do frio que passei com o meu vestido (lindo) cai-cai. A lua de mel no México foi tão boa, tão boa, que sempre que vejo as fotografias, quero (desesperadamente) voltar.
Olhando para trás, a opção de casar e de com o casamento vivermos juntos, foi a melhor coisa que fiz na vida. Já namoravamos há 10 anos e o casamento só melhorou a nossa relação, que já era muito boa.
Depois vieram os projectos juntos e os filhos, muito desejados. O Pequeno e a Pequena, que são uns reguilas, mas que amamos profundamente. São bons miúdos. Ele, mais meiguinho, ela mais avarenta.
A paternidade revelou um Grande, cheio de amor para dar, muita brincadeira, bons princípios e bons conselhos. Eu, é mais ralhetes ... sou sempre eu ... ehehe.
Apesar do Pequeno dizer, quando está chateado "já não sou teu filho", adora-me e não me larga. Por acaso, quando se zanga com o pai ainda é mais engraçado porque diz "já não sou teu filho, sou só filho da mãe".
Deixando as lamechices, que dure muitos mais anos.
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Casamento
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Os estragos da Pequena
Ontem a Pequena rasgou duas páginas de um livro de histórias do Pequeno. Coitadinho dele, chorou em silêncio, tão triste, parecia que ela o tinha "rasgado" a ele. Aquela malandra ainda refilou quando a repreendemos.
A partir de agora temos de ter cuidado para que ela não comece a estragar os brinquedos dele, senão começam as brigas de vez.
Fomos ontem à pediatra com ela. Está óptima de saúde, peso, altura e desenvolvimento.
A pediatra definiu-a: "mau feitio e muito expressiva". Também concordo.
A partir de agora temos de ter cuidado para que ela não comece a estragar os brinquedos dele, senão começam as brigas de vez.
Fomos ontem à pediatra com ela. Está óptima de saúde, peso, altura e desenvolvimento.
A pediatra definiu-a: "mau feitio e muito expressiva". Também concordo.
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Pequena
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Tristeza
A minha família está profundamente triste, pela perda da Inês.
A Inês é a primeira dos netos, dos sobrinhos, a minha afilhada e madrinha do Pequeno... foi a minha primeira filha. Com apenas 23 anos de vida, foi feliz e fez-nos muito felizes.
Eu tinha 11 anos quando ela nasceu. Nasceu às 12,57h e eu fui vê-la às 15h ... tão pequenina e linda. Eu dava-lhe banho, comida, leite, dormia com ela. Embora ainda muito nova fui a madrinha dela. Foi um momento tão feliz para mim. Tinha tantos caracóis e o cabelo lourinho. Sentia-me orgulhosa quando passeava com ela na rua ou a mostrava às minhas amigas, como se de uma boneca se tratasse.
Cresceu, continuou linda e muito boa menina, boa aluna, educada, boa irmã, boa namorada, boa neta, boa filha, boa madrinha, boa amiga, bombeira, muito responsável e trabalhadora.
Prova disso foi o seu funeral, nunca antes visto na nossa terra. É esquisito dizer isto, mas o funeral foi muito emotivo e a cerimónia foi muito bonita. Uma despedida à altura da excelente pessoa que ela era.
Terminou o curso de enfermagem, com uma média de fazer inveja, e ia casar este verão. Eu fui convidada para ser madrinha. Ía levar o meu vestido de noiva. Ela estava tão feliz. O meu coração estava cheio de orgulho.
Horas antes da sua inesperada partida, chegou a F., que não chegou a conhecer. Um misto de alegria e tristeza, num dia para lembrar e para esquecer.
A F. é linda e calminha. Tenho a forte convicção que ela vai herdar as qualidades da prima Inês (como disse o primo A.). Agora os mimos passam para ela.
A vida vai continuar, porque assim tem de ser, mas agora com uma estrelinha no céu a olhar por nós.
Fazes-nos muita falta, amor!
A Inês é a primeira dos netos, dos sobrinhos, a minha afilhada e madrinha do Pequeno... foi a minha primeira filha. Com apenas 23 anos de vida, foi feliz e fez-nos muito felizes.
Eu tinha 11 anos quando ela nasceu. Nasceu às 12,57h e eu fui vê-la às 15h ... tão pequenina e linda. Eu dava-lhe banho, comida, leite, dormia com ela. Embora ainda muito nova fui a madrinha dela. Foi um momento tão feliz para mim. Tinha tantos caracóis e o cabelo lourinho. Sentia-me orgulhosa quando passeava com ela na rua ou a mostrava às minhas amigas, como se de uma boneca se tratasse.
Cresceu, continuou linda e muito boa menina, boa aluna, educada, boa irmã, boa namorada, boa neta, boa filha, boa madrinha, boa amiga, bombeira, muito responsável e trabalhadora.
Prova disso foi o seu funeral, nunca antes visto na nossa terra. É esquisito dizer isto, mas o funeral foi muito emotivo e a cerimónia foi muito bonita. Uma despedida à altura da excelente pessoa que ela era.
Terminou o curso de enfermagem, com uma média de fazer inveja, e ia casar este verão. Eu fui convidada para ser madrinha. Ía levar o meu vestido de noiva. Ela estava tão feliz. O meu coração estava cheio de orgulho.
Horas antes da sua inesperada partida, chegou a F., que não chegou a conhecer. Um misto de alegria e tristeza, num dia para lembrar e para esquecer.
A F. é linda e calminha. Tenho a forte convicção que ela vai herdar as qualidades da prima Inês (como disse o primo A.). Agora os mimos passam para ela.
A vida vai continuar, porque assim tem de ser, mas agora com uma estrelinha no céu a olhar por nós.
Fazes-nos muita falta, amor!
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