quinta-feira, 15 de abril de 2010

Emprego

Estou no meu emprego há 13 anos, praticamente desde que saí da universidade. Era uma miúda e este foi o meu primeiro emprego, pelo menos que se contasse (tive uma péssima experiência de 5 meses, que já esqueci).
Aprendi muita coisa aqui:
- quando saímos da escola, não sabemos nada;
- a utilizar devidamente as funcionalidades do computador, a organização e funcionamento de uma empresa (trabalho no escritório);
- a lidar com as pessoas, tanto a nível profissional como social;
- cresci como pessoa (acho que qualquer trabalho e contas ao fim do mês, tem essa principal consequência);
- a mentir e a ir para casa de consciência limpa;
- que devia ter sido mais ambiciosa e exigente comigo.

Desde há uns anos tenho sentido uma crescente desmotivação em relação ao meu trabalho. Houve mudanças, não de pessoas, porque os patrões e colegas são praticamente os mesmos, mas nas pessoas. Há gente que só sabe trabalhar com o controlo total de todos e de tudo, não deixando margem de decisão e progressão a ninguém. Cada vez me sinto mais limitada, desanimada nas minhas funções e a pouca vontade de vir trabalhar começa a ser enervente. Só a necessidade do "pouco" valor que ainda vem nos meados do mês seguinte e o medo de me aventurar noutro emprego, nesta fase da minha vida (a estabilidade, a proximidade do emprego com minha casa e a escola do filho, e a filha pequena - e depois penso, muito bom! é verdade e isto está muito mau para mudar de emprego), me mantem aqui.

Tirei um curso superior com a certeza de um futuro promissor, mas nem as qualificações que esse curso me deu, utilizo ... faço um trabalho rotineiro, de vez em quando tenho uma coisita mais elaborada para fazer com a supervisão da patroa, claro! Culpa minha, que permiti, que não me imponho, não sugiro, deixo-me estar na minha comodidade; e culpa dos chefes (empresa familiar, patrões casados e pequena) que têm curso superior, e por isso, tomam as decisões com plena consciência que estão no caminho certo e mais sozinhos, não delegando e confiando trabalho.
Cada vez faço menos, dou menos pela empresa, prejudicando-me e à empresa... e depois penso tenho de fazer mais, mas assim que penso já fiquei parada... falta-me "genica", falta-me o conhecimento de novas tecnologias, outras formas de organização e inovação. Vejo os outros a andar para a frente e eu cada vez mais paradinha do cérebro, porque as preocupações são chegar ao fim do dia e ir ter com os filhos, tratar das roupas, da casa, dessas merdas todas ... vá lá, fico feliz se conseguir ler uma revistinha, uns capítulos de um livro ou um episódio de uma série.

Bem!! que grande desabafo para um início de dia. Já andava para escrever isto há algum tempo, mas o mau começo do dia de trabalho fez-me rebentar. O que vale é que hoje vou jantar com umas amigas que adoro e não vejo há muito tempo, para animar e acabar bem o dia.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Esta semana...

...está dedicada a médicos com os miúdos. Aliás, ultimamente não há semana que não veja um médico, ora com um ora com outro.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Mas...

... por que raio não me calha o euromilhões?!!!

Se me calhasse, pegava no Grande e nos Pequenos e viajava durante um ano, pelo mundo todo ... e lua ...

Conflito de gerações

Ontem à hora do almoço, estava a ver as notícias e fiquei um pouco espantada com a notícia de estudantes de Peniche, cerca de 300, em vez de irem "curtir" para Benidorm ou Loret D`el Mar, preferiram ir a pé a Fátima. As justificações para tal sacrifício, eram a aventura, o encontro do sentido da vida e Maria .... por amor de "Deus", onde andam as cabeças destes adolescentes? Parece ser tradição de há 25 anos. Não terão muitas oportunidades de conhecer a noite, as bebedeiras, a praia, o divertimento, com os amigos. Por mais que falem mal das viagens de finalistas, é um momento que eu acho que todos deviam passar. Na minha altura, fui a Benidorm e fui a única da minha turma. Gostei bastante.

A seguir a esta notícia vem outra que ainda me deixou mais espantada, há jovens acampados no Parque das Nações há 15 dias para garantir um lugar da frente no concerto dos Tokio Hotel, que vai acontecer hoje no Pavilhão Atlântico. Isto faz-me bastante confusão, o que acharão os pais destes miúdos? Estarei eu velha por achar isto esquisito? Estarão os nossos jovens obsecados por símbolos e ídolos, que não fazem nada de especial pela sociedade, a não ser cantar.

No final do jornal, fiquei com uma sensação estranha em relação aos jovens portugueses ... há realmente muita disparidade entre eles.

O Pequeno ...

... ficou, novamente a chorar na escola. Tenho o coração partido.
Mesmo a chorar veio à janela dizer-me adeus.
Está na escola desde os 2 anos e ainda chora para lá ficar. Ele depois fica bem, eu sei, mas as manhãs são um tormento, acabo por chegar sempre atrasada ao trabalho.

Amanhã tem a sua primeira excursão. Vai de autocarro a Lisboa ver uma peça de teatro. Eu estou mais animada que ele, acho que nem vou dormir bem (quando era pequena, sempre que tinha uma excursão não dormia com a excitação).

Baptizado da Pequena II

O Baptizado da Pequena correu muito bem. Ela parecia uma princesa ... linda, linda!! Portou-se muito bem, nem chorou quando o padre pôs a água na cabeça dela.
No Sábado tive de ir com ela ao Hospital, tem uma nova otite. Mesmo doente, portou-se tão bem. A minha menina é muito sossegadinha.
A festa também foi fixe ... comida, bebida, um bolo espectacular e os miúdos fartaram-se de brincar.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Conversas com ele

Ontem o T.:
- Mãe, quem é que nasceu primeiro - Jesus ou os dinossauros?
E são estas questões importantíssimas que ocupam a cabeça do meu filho.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Esclarecimento

Queria esclarecer uma injustiça que acabei por cometer em relação ao Grande, quando escrevi o meu último post - "Uma vez...".

Escrevi o post na ressaca de uma má noite, mal dormida e com os miúdos doentes. No dia anterior, fiquei triste porque tinha combinado ir beber um café com uma amiga, para descontrair um pouquinho, e a Pequena não parava de chorar. Tive de adiar a minha saída. A tarde com o pai, já não tinha sido fácil. O Pequeno, por ser uma criança muito agarrada a mim, e estar doente, não me largava.

O meu desabafo, foi apenas em relação a filhos, não a marido. O Grande ajudou-me no que podia ter ajudado. É verdade que ele tem mamocas, mas as dele, não têm leite. O facto de ela só querer mamar ... não quer leite de lata, não quer biberão, papa já come, mas torce o nariz, e cada vez que vê as minhas mamas até pula..., dificulta as coisas na partilha das tarefas com os filhotes.

Nesta fase, em que comecei a trabalhar e o Grande está em casa com a Pequena, não poderia ser de outra forma, senão a divisão de tarefas. Durante o dia a Pequena fica com o Grande, à noite ele cuida mais do Pequeno - banho, roupa e jantar. A Pequena mais a meu cargo, banho, roupa e mammaas!! Todas as manhãs o Grande prepara o Pequeno para ir para a escola, enquanto eu deixo a Pequena preparada para uma manhã com rabinho limpo e barriguinha cheia.

Problemas de "mulher", com os nossos maridos, temos todas, como mães e como pessoas que dividem a minha casa com outra pessoa. Isso todas me entendem, com certeza.

Percebi que fui injusta, ao expressar-me mal. O Grande não é de forma nenhuma um pai ausente, que foi o que eu dei a entender.

Eu tenho uma tendência natural de falar mais mal do que bem. Não gosto de me gabar, nem gabar muito os meus - defeito meu.

Quero aqui dizer que valorizo muito o Grande como pai e marido, e que o amo acima de tudo.
Sou muito feliz com ele e só lhe tenho a agradecer a maravilhosa família que juntos construímos.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Uma vez ...

... uma amiga minha, já com uns 50 anos, disse-me:

"Os filhos são sempre das mães. Somos sempre nós que lá estamos, que nos preocupamos. Eles dependem sempre mais de nós."

Que me desculpem os pais mais presentes, mas cada vez lhe dou mais razão. Já sentia isso com o Pequeno, que é muito agarrado a mim, agora com a Pequena ainda sinto mais. Cada vez tenho menos vida própria.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Baptizado da Pequena

Vamos baptizar a Pequena no Domingo de Páscoa.
Como vamos nós fazer tudo, tal como, cozinhar, decorar a sala, os doces, arrumar e limpar ... andamos um bocado ocupados.
No Sábado vou comprar a minha roupa, já vi um vestidinho tããoo giro na H&M, tenho de ir experimentá-lo ... que animação! ... já pareço aquelas gajas dos blogs dos sapatos e roupa, que morrem por uma peça gira - blogs que adoro e visito todos os dias ... Raramente compro roupa para mim e com a gravidez ainda piorou, por isso, agora que já recuperei qualquer coisa no peso, já me posso atrever a experimentar alguma roupita.

As prendinhas que a Pequena vai dar, foi a tia, que tem muito jeitinho para a "bricolage" dessas coisas giras e fofas, que fez. Já estão quase todas feitas e estão um espectáculo ... muito obrigado tia que se auto-intitula como "tia preferida" ... ehehhe, também com estes mimos todos, é natural.

Já falei com a pasteleira (nem sei como lhe chamar - a rapariga que vai fazer o bolo) e vai fazer um bolo super giro (depois tiro fotografia e mostro-vos), com bonequinhos e tal, estou ansiosa para ver, pareceu-me que ela está muito empenhada em fazer um brilharete.

Os "pardinhos" (como diz o Pequeno) são do melhor que há, os pais (eu e o Grande) nem se fala, a miúda é linda de morrer, uma princesa com aquele vestidinho (o mesmo não posso dizer do padre ..ehehhe, e a missa lonnngggaaa que nos espera), e o Pequeno que quer ir com o fato de Carnaval de Príncipe, para ir tão giro como a irmã.
Por isto e mais alguma coisita, está tudo a jeito para ser uma grande festa.