terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Coisas que me irritam

Há bastante tempo que não escrevo nada sobre as coisas que me irritam, não porque deixei de me irritar, mas porque nunca mais me lembrei de escrever.
Como sabem, a Pequena nasceu há quase 3 meses. Depois de se ter um filho, as hormonas andam aos saltos e as mais pequenas observações das outras pessoas que se relacionem com os pequenos, fazem uma certa confusão. Também é verdade que foi bastante pior com o Pequeno. As pessoas sentem-se à vontade para opinar sobre tudo e nós temos dificuldades em aceitar essas opiniões. Mas há coisas que ultrapassam o meu limite:

- Quando pegam na Pequena e ela chora, é automático "Ela tem fome", mesmo que tenha acabado de comer. Abanam, abanam, abanam. Tenho sempre de dizer que comeu agora, mas continua a saga "não ficou satisfeita, ela tem fome". Claro que não poderá ser outra coisa - será do colo?, isso nem pensar!

- A chupeta - eu adoro chucha, salvou-me muitas vezes com o Pequeno, mas há sempre quem não goste. A frase "esta não deita nada, pois não?" mata-me.

- Há pessoas que fazem questão de demonstrar que conhecem as fases de desenvolvimento das crianças e então as perguntas "ela já faz gugu-dada?", "já fala?", até me fazem rir. E mais, perguntam isso ao Pequeno, que responde, admirado com as perguntas, um redondo "não". É pá! neste momento já fico muito feliz, se ela fizer aqueles cocós que sujam as costas e que se peide à força toda!

Constipação

Primeiro foram a otites que atacaram os meus filhotes, agora a Constipação atacou-me a mim e ao Grande. Não sei o que se passa nesta casa, fogo!

Cartão do Cidadão

Hoje fui fazer o Cartão do Cidadão à minha Pequena.
A evolução tecnológica assim o exige. No Centro de Saúde já me pediram o número da Segurança Social, para abrir uma conta bancária, é necessário o contribuinte, e como tenho tempo livre tenho de o aproveitar para fazer estas "cenas".
A Conservatória tem instalações e equipamentos novos, tudo da última geração. Parti-me a rir com a incapacidade das pessoas, que lá trabalham há anos, em lidar com a tecnologia. Tudo é um stress e atrasam imenso o atendimento e a filas aumentam cada vez mais. Felizmente, levei a Pequena e passei à frente ... fixe!. A senhora foi porreira e a parte da fotografia foi o máximo. A Pequena até sorriu.
Já é oficialmente uma cidadã de Portugal.

Saídas à noite

Como estou de baixa de parto, tenho estado mais tempo em casa, por isso, assim que há uma pequeníssima oportunidade de sair, aproveito logo. Por causa de amamentar, a minha Pequena, já me acompanha e porta-se muito bem (se com esta idade já gosta, ainda estou para ver como vai ser quando for maiorzinha ... ai, ai!!E pensar que eu é que estou a iniciá-la nestas andanças).
Na passada sexta-feira, fui jantar com umas gajas muito fixes. Normalmente somos requintadas e exigentes na escolha dos restaurantes. Este chama-se "Mandoline", na Cruz da Areia, em Leiria. É muito bom, comida deliciosa e tinha ao lado um barzinho catita, que tinha a vantagem de não ser preciso mexer no carro.
Ontem fui jantar com outras "gajas boas" num restaurante aqui da terra. Comemos bem, nada comparado com o de Sexta, até já me estou a habituar a comida gourmet ... gostos requintados... ehehhe. A seguir fomos a um bar que abriu há pouco tempo e tem uma decoração que eu adoro. Estivemos lá até às duas da manhã. A Pequena é tão fixe, dormiu toda a noite ... linda, já percebe que a mãe precisa de diversão, cusquices, divertimento e de estar com outras pessoas.

Carnaval

Hoje em dia o Carnaval é uma festividade que me passa um pouco ao lado. Não o é totalmente porque tenho filhos, e esses participam em desfiles escolares devidamente empalhaçados, ou deveria antes dizer aperaltados? Digo isto porque as escolas escolhem os temas, por vezes nada fáceis, e é ver os pais ou em 90% dos casos as mães numa correria desenfreada à procura de fatos e apetrechos que correspondam a esse mesmo tema. No caso da S., a escolinha onde anda encarrega-se de arranjar o fato (surpresa para os pais) e nós apenas contribuimos monetáriamente, o que se torna um alívio devo acrescentar.

Já na escola do T., o tema é a republica que se estendeu também à monarquia, e na turma dele calhou D. Afonso Henrique para os meninos e D. Urraca para as meninas, por isso vá de arranjar capas, espadas, escudos, capacetes e afins.

No meu tempo de menina, cada um vestia-se do que quisesse, ou melhor do que conseguisse arranjar. Melhor dizendo, enfiávamo-nos dias inteiros nos sotãos das nossas avós, a explorar enormes baús de roupa antiga (velha), a vestir e a despir, sobrepor roupa, lenços nas cabeças, chapéus e todos os tesouros que conseguíssemos arranjar.

E fazíamos as nossas máscaras para a cara, as caraças como lhe chamávamos na altura, recortávamos bocas e olhos num bocado de papelão, que pintávamos em seguida com muito cuidado.

E nos dias seguintes juntávamo-nos em bandos de miúdos quase irreconheciveis a calcorrear as ruas, de porta em porta a pedirmos qualquer coisa que nos quisessem dar.
Não tenho nada contra o progresso, não tenho nada contra as máscaras bonitinhas que se vendem por esses hipermercados fora, mas tenho saudades do tempo em que os miudos tinham de usar a sua criatividade e imaginação para poderem gozar a sério o Carnaval.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

"Aspirantes" a politicos do nosso país

O meu marido estava há dias numa lojinha da nossa terra, e entra uma senhora que por acaso foi candidata a presidente da junta nas últimas eleições.
( senhora) - Eu queria x artigo.
( dona da loja) - Tenho aqui este.
( senhora ) - Tão caro??! Comprei muito mais barato há uns anos na XXX (outra terra)
( dona da loja) - Mas a senhora tem de ajudar é os da terra!
( senhora) - Como me ajudaram a mim (refererindo -se às eleições), não votaram em mim, preferiram eleger outros que também não vão para lá fazer nada! E a mim que me dava tanto jeito esse tachinho agora para a minha velhice, não me quiseram lá!
( dona da loja) - ( sem palavras)
( senhora ) - Pronto levo isto.
Após pagamento
( Dona da loja ) - Boa tarde e obrigada.
( senhora ) - E fui mesmo obrigada. Por este preço....

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Corrida contra o termómetro

Ontem à noite a S. ficou murchita, muito quente esta noite continuou irrequieta e hoje de manhã tinha febre na mesma. Ficou em casa com a avó coisa que não acontecia deste que ela entrou na escolinha em Setembro porque adoecer é coisa rara nela.
Ora apesar de estar familiarizada com termómetros e remédios ( que são uma constante no mano), a ela não se costumam aplicar. Por isso agora durante a hora de almoço queria ver-lhe a febre e ela desata a fugir de mim a correr à volta da mesa, com o dedito em riste a gritar: "nem penses mãe, nem penses que me vais dar uma pica!). Estava a associar o termómetro a uma seringa como as vacinas.
Parecíamos duas tontinhas, eu desfeita em gargalhadas e ela parecida com uma enguia com ar de má a escapar-se das minhas mãos.
Quando lá a consegui agarrar passou o tempo todo com o termómetro debaixo do braço a dizer: não carregues mãe, não piques! E pronto tinha febre outra vez, lá tomou o brufene, e perguntou-me se já podia ir para a escola.
Muito despachada esta minha filha.
Em relação à febre deve ter proveniência de uma inflamaçãozita na garganta porque lhe custa falar. O médico o dirá.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Otites

As otites atacaram os meus filhos. No Sábado foi o Pequeno, passou uma noite má e no Domingo lá estava o resultado uma otite no ouvido esquerdo. Fui ontem ao médico, já está a tomar antibiótico.
Ontem quando estava a dar banho à Pequena dei conta que o ouvido esquerdo tinha um líquido pastoso, verde. Limpei e esperei para ver no que ia dar. Hoje tinha o ouvido todo sujo. Fui ao médico, receitou-lhe tomou antibiótico, não há outra solução. Ela tem apenas 2,5 meses, coitadinha. Estou passada.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Tristezas

Tenho visto noutros blogues, a Sofia. É um bebé com 7 meses (só mais 5 que a minha Pequena), linda, que está com leucemia. Como mãe, não consigo imaginar a profunda tristeza e desespero dos pais.
Na semana passada vi o filme "Para a minha irmã", com a Cameron Diaz. Ainda estavam a apresentar o genérico e já eu soluçava. É horrível, nem consigo imaginar. Desejo que tudo corra bem, que encontre o dador de medula. Eu não estou inscrita no banco de dadores, tenho um problema de coagulação no sangue, não sei se poderei ser dadora. Já vi por aí um contacto telefónico, acho que vou perguntar.
Força!!

E...

hoje apetece-me fazer uma loucura... por exemplo jantar fora, ou ir ao cinema, ou qualquer outra coisita que me faça saír da estupidificação que está a ser este mesinho de Janeiro!!!!
Tenho dito.