terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Saídas à noite

Como estou de baixa de parto, tenho estado mais tempo em casa, por isso, assim que há uma pequeníssima oportunidade de sair, aproveito logo. Por causa de amamentar, a minha Pequena, já me acompanha e porta-se muito bem (se com esta idade já gosta, ainda estou para ver como vai ser quando for maiorzinha ... ai, ai!!E pensar que eu é que estou a iniciá-la nestas andanças).
Na passada sexta-feira, fui jantar com umas gajas muito fixes. Normalmente somos requintadas e exigentes na escolha dos restaurantes. Este chama-se "Mandoline", na Cruz da Areia, em Leiria. É muito bom, comida deliciosa e tinha ao lado um barzinho catita, que tinha a vantagem de não ser preciso mexer no carro.
Ontem fui jantar com outras "gajas boas" num restaurante aqui da terra. Comemos bem, nada comparado com o de Sexta, até já me estou a habituar a comida gourmet ... gostos requintados... ehehhe. A seguir fomos a um bar que abriu há pouco tempo e tem uma decoração que eu adoro. Estivemos lá até às duas da manhã. A Pequena é tão fixe, dormiu toda a noite ... linda, já percebe que a mãe precisa de diversão, cusquices, divertimento e de estar com outras pessoas.

Carnaval

Hoje em dia o Carnaval é uma festividade que me passa um pouco ao lado. Não o é totalmente porque tenho filhos, e esses participam em desfiles escolares devidamente empalhaçados, ou deveria antes dizer aperaltados? Digo isto porque as escolas escolhem os temas, por vezes nada fáceis, e é ver os pais ou em 90% dos casos as mães numa correria desenfreada à procura de fatos e apetrechos que correspondam a esse mesmo tema. No caso da S., a escolinha onde anda encarrega-se de arranjar o fato (surpresa para os pais) e nós apenas contribuimos monetáriamente, o que se torna um alívio devo acrescentar.

Já na escola do T., o tema é a republica que se estendeu também à monarquia, e na turma dele calhou D. Afonso Henrique para os meninos e D. Urraca para as meninas, por isso vá de arranjar capas, espadas, escudos, capacetes e afins.

No meu tempo de menina, cada um vestia-se do que quisesse, ou melhor do que conseguisse arranjar. Melhor dizendo, enfiávamo-nos dias inteiros nos sotãos das nossas avós, a explorar enormes baús de roupa antiga (velha), a vestir e a despir, sobrepor roupa, lenços nas cabeças, chapéus e todos os tesouros que conseguíssemos arranjar.

E fazíamos as nossas máscaras para a cara, as caraças como lhe chamávamos na altura, recortávamos bocas e olhos num bocado de papelão, que pintávamos em seguida com muito cuidado.

E nos dias seguintes juntávamo-nos em bandos de miúdos quase irreconheciveis a calcorrear as ruas, de porta em porta a pedirmos qualquer coisa que nos quisessem dar.
Não tenho nada contra o progresso, não tenho nada contra as máscaras bonitinhas que se vendem por esses hipermercados fora, mas tenho saudades do tempo em que os miudos tinham de usar a sua criatividade e imaginação para poderem gozar a sério o Carnaval.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

"Aspirantes" a politicos do nosso país

O meu marido estava há dias numa lojinha da nossa terra, e entra uma senhora que por acaso foi candidata a presidente da junta nas últimas eleições.
( senhora) - Eu queria x artigo.
( dona da loja) - Tenho aqui este.
( senhora ) - Tão caro??! Comprei muito mais barato há uns anos na XXX (outra terra)
( dona da loja) - Mas a senhora tem de ajudar é os da terra!
( senhora) - Como me ajudaram a mim (refererindo -se às eleições), não votaram em mim, preferiram eleger outros que também não vão para lá fazer nada! E a mim que me dava tanto jeito esse tachinho agora para a minha velhice, não me quiseram lá!
( dona da loja) - ( sem palavras)
( senhora ) - Pronto levo isto.
Após pagamento
( Dona da loja ) - Boa tarde e obrigada.
( senhora ) - E fui mesmo obrigada. Por este preço....

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Corrida contra o termómetro

Ontem à noite a S. ficou murchita, muito quente esta noite continuou irrequieta e hoje de manhã tinha febre na mesma. Ficou em casa com a avó coisa que não acontecia deste que ela entrou na escolinha em Setembro porque adoecer é coisa rara nela.
Ora apesar de estar familiarizada com termómetros e remédios ( que são uma constante no mano), a ela não se costumam aplicar. Por isso agora durante a hora de almoço queria ver-lhe a febre e ela desata a fugir de mim a correr à volta da mesa, com o dedito em riste a gritar: "nem penses mãe, nem penses que me vais dar uma pica!). Estava a associar o termómetro a uma seringa como as vacinas.
Parecíamos duas tontinhas, eu desfeita em gargalhadas e ela parecida com uma enguia com ar de má a escapar-se das minhas mãos.
Quando lá a consegui agarrar passou o tempo todo com o termómetro debaixo do braço a dizer: não carregues mãe, não piques! E pronto tinha febre outra vez, lá tomou o brufene, e perguntou-me se já podia ir para a escola.
Muito despachada esta minha filha.
Em relação à febre deve ter proveniência de uma inflamaçãozita na garganta porque lhe custa falar. O médico o dirá.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Otites

As otites atacaram os meus filhos. No Sábado foi o Pequeno, passou uma noite má e no Domingo lá estava o resultado uma otite no ouvido esquerdo. Fui ontem ao médico, já está a tomar antibiótico.
Ontem quando estava a dar banho à Pequena dei conta que o ouvido esquerdo tinha um líquido pastoso, verde. Limpei e esperei para ver no que ia dar. Hoje tinha o ouvido todo sujo. Fui ao médico, receitou-lhe tomou antibiótico, não há outra solução. Ela tem apenas 2,5 meses, coitadinha. Estou passada.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Tristezas

Tenho visto noutros blogues, a Sofia. É um bebé com 7 meses (só mais 5 que a minha Pequena), linda, que está com leucemia. Como mãe, não consigo imaginar a profunda tristeza e desespero dos pais.
Na semana passada vi o filme "Para a minha irmã", com a Cameron Diaz. Ainda estavam a apresentar o genérico e já eu soluçava. É horrível, nem consigo imaginar. Desejo que tudo corra bem, que encontre o dador de medula. Eu não estou inscrita no banco de dadores, tenho um problema de coagulação no sangue, não sei se poderei ser dadora. Já vi por aí um contacto telefónico, acho que vou perguntar.
Força!!

E...

hoje apetece-me fazer uma loucura... por exemplo jantar fora, ou ir ao cinema, ou qualquer outra coisita que me faça saír da estupidificação que está a ser este mesinho de Janeiro!!!!
Tenho dito.

Peso

Quando conheci o Grande já ele era grande, tanto em altura como em largura. À medida que os anos foram passando ele ainda ficou maior, depois do casamento então, engordou bastante. Parece ser normal as pessoas engordarem com o casamento, não sei bem porquê, mas isso acontece. No caso dele não terá sido pelos meus cozinhados, pois embora eu até saiba fazer algumas coisas, ele é que "é um bom cozinheiro", como diz o Pequeno.
Com os problemas de coluna, o peso não ajuda, a médica de família encaminhou-o para o Hospital para se iniciar um processo de ajuda de nutrição. A medicação que andava a tomar fê-lo perder bastante peso, para verem já usa roupa que não vestia há 5 anos. Apesar de perder este peso, e após de vários exames e consultas de nutrição, anestesista e psiquiatria, decidiram que lhe iam fazer um bypass, que consiste na redução do estômago para o tamanho que deveria ter um rapaz da idade dele. É uma pequena cirurgia e tem como objectivo manter o peso ideal dele ao longo dos futuros anos. Ele não é um obeso mórbido, é só obeso, mas a boa saúde física e mental dele, aumentam a taxa de sucesso, por isso foi seleccionado para esta operação, que tem longas filas de espera.
Como vai ser chamado entretanto, está a fazer a preparação, juntamente com os outros seleccionados e com a psiquiatra, reuniões do género alcoólicos anónimos. Fiquei espantada com a forma e organização de um processo tão complexo, que é a redução de peso. Tem uma componente muito forte a nível psicológico, uma vez que a maioria dos obesos, são-no porque compensam problemas e frustações com a comida. Não é o caso do Grande, ele é mais petisco e mini.
Após cada reunião o Grande vem impressionado com as tristes histórias de cada um. Custa imaginar um miúdo com 15 anos, com 220 Kgs, e que aos 11 anos tinha um peso normal. O que lhe terá acontecido?
Estou a falar-vos disto porque ontem vi um programa da manhã e foi lá o Tallon apresentar o seu novo livro. Como habitualmente ele faz-se acompanhar por uma celebridade, para reforçar a publicidade, que até nem pagam o tratamento e vivem obsecados com a imagem.
Quase todos os colegas do Grande já fez a dieta do Tallon, mas não resolveu porque o dinheiro é pouco, coitados. Além da comida, esta dieta tem medicação que é cara, e eles voltam ao mesmo ou ficam até pior. O problema do peso parece ser mais psicológico, a resolução tem de passar necessariamente por aí.
Isto custa-me imenso, eu ando para perder uns quilinhos e não consigo, como será com estas pessoas.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Profissão

Pequeno: "Quando ser grande quero dar comida aos meninos pobres e construir cabanas gigantes para eles brincarem"

Influência das notícias sobre o Haiti. Estamos sempre a explicar-lhe que o preço de um carrinho dá para um menino haitiano comer durante uma semana. Ainda é pequenino, mas é imprescindível que ele comece a perceber uma realidade diferente da dele, talvez assim dê mais valor ao que tem.

Rita

Queria dar as boas vindas à nova cidadã do nosso país, a Rita. Nasceu no dia 26 de Janeiro.
Linda, linda, parecida com o irmão. Foi muito boazinha ao nascer, ajudou imenso a mamã e as coisas correram maravilhosamente, como muitas mães desejariam. A Pi entrou no hospital às 9 da noite, com contracções, e ela nasceu às 23.15h, que espectáculo.
Um grande beijinho de parabéns para os pais Pi e Rolo.

Uma amiguinha para a Pequena.