segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O Pai e a mola

Na passada 6ª feira, após ter estado um pouco na brincadeira com a pequena S., o pai resolve ir ao ginásio. Quando lá chegou começou a receber diversos elogios (ah, ah, ah) por parte das pessoas que lá estavam: " Mas que jeitoso que ele vem hoje! ".
Levou a mão à cabeça e detectou-a; a mola cor de rosa com que a filha o tinha estado a enfeitar!
Resultado, pouco depois, ida ao barbeiro para se certificar que o cabelo ficava sem comprimento suficiente para suportar mais humilhações deste género. Muito macho.
Eu agora só estou ansiosa por ver o resultado de uma caixa de maquilhagem, que já sei que ela vai receber no Natal ( não é oferecida por mim ). Já estou a ver o pai colado ao computador, abstraido do mundo exterior, e a pequena S. a fazer-lhe uma maquilhagem digna de uma top model. Eh, eh...

sábado, 19 de dezembro de 2009

Anúncio

Já aqui falei dos nervos que o anúncio do Pingo Doce me provoca.
Desde ontem, que andamos a ouvir o Pequeno a cantar: "Pingo Doce, venha cá"!

Explicações do Pequeno

No verão o Pequeno esteve na praia com a avó. A minha sogra tinha uma amiga que fez umas pantufas para ele e para a Pequena, lá na praia. Quando o Pequeno chegou a casa mostrou-me as pantufas e explicou como é que a amiga da avó as tinha feito:
"a sra. fez as pantufas com dois pauzinhos e um fio"!

Ontem foi com o pai a uma loja e deram-lhe um calendário de parede, daqueles grandes (por acaso não era daqueles que normalmente estão pendurados nas oficinas de carro, tinha uns animais... eheh). Ao falar comigo, disse-me:
"o pai vai pôr um pauzinho na parede com o martelo dele e nós penduramos isto".

Vila Natal Óbidos

Na passada 3ª feira fui com o Pequeno a Óbidos ver o Natal. Escolhi um dia óptimo, uma vez que estava muito calmo, sem as habituais filas intermináveis, que nos permitiu andar descansados.
O Pequeno está a viver este Natal de uma forma especial, tudo o que se relaciona com o Natal para ele é mágico, até o mais pequeno Pai Natal.
Para quem conhece Óbidos, até chegarmos à entrada da Vila Natal, vamos na rua principal, onde há uma exposição de árvores de natal, as casas estão enfeitadas, há um presépio com figuras enormes, todas as lojas, cafés e tascas têm barraquinhas com ginja e chocolate quente, em copos de chocolate, muito giro!
Numa das barraquinhas estava um rapaz a servir ginja e o pequeno, já em espírito natalício, pergunta "este sr. é um duende?" eheh...
Já dentro do recinto o Pequeno gostou especialmente do carrossel (por ser grátis andou imensas vezes). Também gostou da rampa dos trenós, mas não podia andar, porque era para maiores de 6 anos. Esteve ao colo do Pai Natal, em casa dele, um pouco envergonhado, mas lá foi. Resumindo ele adorou e eu como mãe fiquei radiante por ter lhe ter proporcionado este momento especial e de grande alegria.
Vejam algumas fotos.



quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Diagnóstico

Não sei porquê à medida que se vai aproximando a próxima 3ª feira o meu nervoso miúdinho também está a aumentar. O T. vai ter uma das consultas dele em Sta. Maria e vamos também saber o resultado das análises que fez da última vez. Não é uma situação inédita estar sempre à espera de resultados de qualquer coisa quando lá vamos, e é para isso que vamos, para tentar descobrir o que é que o pequeno tem realmente. No entanto desde a consulta em que me deram o diagnóstico da DGC algo mudou para mim. Para já foi um choque porque eu não estava preparada para ouvir que o meu filho ( com então 5 anos) tinha uma doença crónica rara, para a qual não existia cura que se podia manifestar com os mais horrendos cenários, para a qual só receitavam uma terapeutica profiláctica e em último recurso a hipótese de um transplante de medula.
Eu estava preparada para saber o que ele tinha e saber qual o tratamento para o curar. Não estava preparada para perceber que o meu filho podia não resistir a uma qualquer infecção mais grave.
E após alguns dias de intensa amargura, de devorar tudo o que encontrava sobre a doença, de entrar em contacto com um dos poucos portugueses que a tem porque tinha de conhecer um caso real, queria muito entender como era o dia a dia destas pessoas, queria muito saber qual a esperança de vida. Porque queria antecipar o futuro do meu filho.
Depois percebi que não queria saber mais, sabia o básico (já bastante), sabia os procedimentos que devia ter e cuidados a tomar. Fora isso tratá-lo como a outra criança qualquer. A minha avidez de informação estava a mostrar-me as situações mais horriveis que podiam acontecer e eu decidi que ia viver o presente e aproveitá-lo o mais possível.
A partir desse meu conformismo, as coisas até começaram a correr bem. A quantidade de medicamentos profiláticos que ele tomava impediram as inúmeras infecções que ele costumava ter, ganhou peso ( até demais) e andava bem. E isso para mim era o mais importante.
Até que mais ou menos um ano depois e após 2 estudos genéticos os médicos nos chamaram e cautelosamente nos disseram que afinal o T. não padecia daquela doença. Fizeram novas análises para ver se era outra do mesmo foro e estas mais uma vez vieram negativas.
Não sei descrever o que é que senti com esta notícia. Alegria claro, mas ao mesmo tempo muita apreensão, porque afinal tinha tido aquele diagnóstico como certo durante um ano. O passo seguinte foi parar toda a medicação para ver o que acontecia durante o verão, nós e os médicos esperançosos que os sintomas se eclipsássem por si mesmos. Tal não aconteceu. As infecções voltaram em força, e os antibióticos começaram novamente a ser tomados uns atrás dos outros. Agora no início do Inverno voltámos à estaca zero. O T. tem alguma coisa, desconhecida por enquanto, voltamos a fazer todo o estudo, a despistar inúmeras doenças, tem agora a vantagem de ter retomado a profilaxia de um medicamento que lhe faz bem. Porque lhe repõe defesas que ele sózinho não adquire.
E agora cada consulta pode ter uma sentença nova, desconhecida. E é isso que me assusta.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Visita de Estudo - Parte II

E lá chegou ele todo eufórico do passeio quase às 19h. E tinha visto um coche magnifico, aquele em que o Rei tinha morrido, viu os buracos das balas e tudo, e viu um livro de metal no Museu da Presidência, e as palavras atropelavam-se, e a gaivota ( para mim devia ser um pombo) que lhe comeu um pouco da alface da sandes de carne assada, e mãe ainda tens mais daquela carne para me fazeres uma sandes igual para o jantar, e vi o teatro do Corcunda de Notre Dame, mas olha mãe a história era um pouco diferente da do livro. E vi um filme com uns óculos especiais, parece que estava lá dentro....
Uma delícia!

Visita de estudo

Se há dias maus para os miúdos fazerem uma visita de estudo é este em que as temperaturas rondam os 4/5 graus. Ainda por cima com direito a piquenique na rua. Coitado do T. e dos colegas. Espero que não hajam repercussões!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Que tipo de mãe você é

Respondendo ao desafio da Grilinha vou tentar caracterizar-me como mãe.
A mãe que eu gostava de ser:
Uma mãe presente, que conseguisse incutir aos seus filhos valores que se estão a perder assustadoramente nestas gerações mais novas, como a amizade, fazer o bem aos outros sem esperar contrapartidas, serem felizes com o que têm sem estarem sempre à espera de mais, honestidade, bondade, confiança e autoestima.
Uma mãe que os educásse para serem um grande homem e uma grande mulher no futuro, íntegros e bem sucedidos.
Uma mãe com quem eles se sentissem à vontade para contar com ela para tudo, que os orientásse quando eles se sentissem perdidos, que lhes permitisse ter uma visão realista do que se passa à sua volta, que os ajudásse em tudo o que não conseguissem fazer sózinhos.
Uma mãe companheira, divertida e brincalhona.
Uma mãe que os ajude a ser autónomos e fazerem acertadamente as suas escolhas e opções sózinhos.
Uma mãe amada.
Uma mãe sempre respeitada.
A mãe que eu sou:
Sou uma mãe que ama incondicionalmente os filhos e sei que o sentimento é recíproco.
Sou uma mãe presente. Sou muito protectora com o mais velho e menos protectora com a mais nova, mas acho eu porque as circunstâncias da vida assim o quiseram.
Sou uma mãe que lhes incute bastante o gosto pela leitura, que brinca com eles, embora reconheça que passei tempo de qualidade a brincar com o T. que não consigo passar com a S., porque inevitávelmente tenho que dividir ou partilhar o tempo com os dois.
Gosto de lhes alimentar o mundo do imaginário e da fantasia porque são crianças mas também não lhes oculto as duras realidades que nos rodeiam. Empenho-me para que eles saibam que no mundo existe fome, pobreza e doença e que em tudo o que está ao nosso alcance devemos ajudar.
Não impulsiono o consumismo desenfreado e tento transmitir-lhes que a riqueza está na nossa cabeça e na alma, não em sinais exteriores. Tento que dêem valor ao que têm e sejam felizes assim.
Sou amiga deles.
Ensino-os a partilhar.
Não sei se tenho a calma e a serenidade que às vezes vejo espelhada noutras mães.
Sou permissiva demais em determinadas atitudes.
Mas sou a mãe que têm...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Tudo em casa

Estamos todos em casa:
Eu: Baixa de Parto
Grande: Baixa por Doença (recuperação da operação)
Pequeno: Doente com gripe sazonal (obrigado a ficar 7 dias, por precaução)
Pequena: 3 semanas de vida.

Está tudo a viver à conta do Estado...

No outro dia o Pequeno fez birra porque queria uma loja de brinquedos inteira. Disse-lhe que não havia dinheirinho, que o pai estava doente e por isso não trabalhava, ele respondeu " oh mãe, vai tu trabalhar!!".
Quem me manda tentar explicar a uma criança de 3 anos, coisas de adultos.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Mãe Natal

Já há um candidato a vestir-se de Pai Natal neste Natal, o meu cunhado, que nem precisa de almofada na barriga. Os miudos vão adorar.
Mas a maior novidade é que também há uma Mãe Natal. A Pequena tem uma prenda debaixo da árvore, que só vou abrir na altura do Natal que é um fato de Mãe Natal tamanho 3 meses... estou ansiosa para vê-lo e vesti-lo. Vai ser um bela surpresa de Natal. Por acaso na 2ª feira deram-lhe uns sapatos vermelhos, mesmo a calhar.