sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

18 dias da Pequena

Hoje fui ao peso com a Pequena. Já pesa 4.030 kgs.
Está a evoluir muito bem, estou muito contente, quer dizer que a maminha é boa.
Na quarta-feira passada fui à pediatra com ela, 1ª consulta. Ela está óptima e gordinha.
As malditas cólicas já estão a começar (o irmão sofreu tanto com elas, coitadito), espero que passem depressa. Tendo em conta a experiência, já bebo a bendita água "Evian", vamos esperar que a ajude nesta fase complicada. Apesar disso, continua a dormir muito bem, o que me permite descansar. A minha filha é um amor.


Conversas do Pequeno

Agora com dois filhos, o deitar é mais complicado, por isso eu deito a Pequena e o Grande deita o Pequeno. Após a leitura da história e de beber o leite, o Pequeno às vezes adormece o pai e vem ter comigo. Uma destas noites, já na minha cama, tive de fazer um jogo com ele - o do silêncio - porque aquilo de estar na minha cama, comigo e com a mana, é muito fixe, e ele não se cala. Por causa disso, eu digo-lhe que ele tem de ir para a cama dele. Começamos o jogo, ele cumpriu as regras, a Pequena é que não (já começaram as cólicas). Ela não parava de chorar, e ele diz-me o seguinte:
" Oh mãe, diz-lhe se ela não se calar, que o mano vai-se embora."

É engraçado que ele quando quer falar com ela dá sempre o recado por mim, como se ela me entendesse melhor a mim do que a ele.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Missas

Iniciado nos preâmbulos da catequese o T. inicia também as idas à missa. Filho de pais que não têm muita vocação para rezar é no entanto neto de avós bastante crentes. Por isso no Domingo foi à missa só com o avô uma vez que a avó por ter sofrido uma intervenção cirurgica recentemente não os pôde acompanhar. Quando regressou perguntei-lhe como é que tinha corrido a missa. Respondeu-me:
- Correu bem. Olha até encontrei uma professora minha do ATL, que também trabalha lá na missa!
( Risos interiores da minha parte)
- Então trabalha lá a fazer o quê?
- A ler aquele livro, sabes? ( Ai se a catequista percebesse o conceito que ele tem da missa começava a dar-lhe aulas particulares!)
Já a pequena S. foi a casa da avó ( que é ao lado da nossa) numa altura em que a avó assistia à missa na televisão. Quando a avó lhe perguntou se queria ficar a ver a missa com ela respondeu-lhe: " não, eu já vi isso amanhã!" e virou costas e saíu. Esta sai à mãe, eh eh....

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Pequena

Ainda não falei aqui da minha Pequena. O tempo entre a mama e as fraldas não é muito.
No fim-de-semana de 14 e 15 de Novembro, fomos os 3 passar uns belos (2 dias) à Nazaré. O Grande mal saiu de casa, mas eu e o Pequeno, andamos e desandamos. Eu já com 39 semanas de gravidez, pensei que tinha de aproveitar aqueles dias para gozar bem o meu Pequeno, antes que a cegonha chegasse com a Pequena. Foram 2 dias cheios de brincadeira, muito bem preenchidos.
No Domingo à noite, no regresso a casa, depois de carregar as malas à chuva e correr para não nos molharmos, comecei a ter umas dorzinhas, daquelas que vêm dos rins. Cheguei a casa e elas não paravam. Pensei, vou já fazer a mala do Pequeno, que ia ficar em casa da minha irmã nos dias de internamento. As dores continuaram, com intervalos cada vez menores. Fui deitar o Pequeno a pensar que se descansasse as dores paravam. Enquanto lhe lia a história, senti uma contracção mais forte e bás!, rebentaram as águas. Estava lida a sentença - hospital Bissaya Barreto, a Pequena estava a chegar.
Coitadito do meu Pequeno, ficou um pouco assustado com aquilo tudo, durante a noite, perguntou ao pai se a mana já tinha nascido, umas 10 vezes.
Como o Grande não podia conduzir, quem me levou ao hospital foi o meu irmão. Com medo que a miúda nascesse pelo caminho foi a voar.
Quando lá cheguei, fui vista pelo médico, que me disse que estava muito atrasado, só lá pela manhã é que poderia haver novidades. Enquanto isso, as dores iam aumentando, sem que eu dilatasse, nada que se visse. Por volta das 3 horas da manhã, já eu implorava pela invenção do século - a epidural. Ok, lá levei a epidural, e fiquei muitoooo melhor. Por já ter tido o Pequeno de cesariana, pelo motivo de não dilatar, e perante a pouca evolução da dilatação, os médicos, decidiram fazer cesariana, já depois do almoço. Estava passada e farta daquilo. A Pequena nasceu às 15.35h.
Quando a vi, um pouco roxa, achei-a muito parecida com o irmão. Também ela se calou com a minha voz. Linda, com um cabelo de fazer inveja a qualquer careca. Já dava para pôr molinhas. Pesava 3.520 Kgs.
Além de parecida com o irmão, fisicamente, é muito calminha e dorme muito bem. Só chora quando tem fome. É um amor de bebé.
Pensei, ser difícil amar mais alguém como amo o Pequeno, mas a experiência de um segundo filho, faz-nos ver que no nosso coração cabem todos.


Centro de Saúde

No quinto dia de vida da minha Pequena, fui ao Centro de Saúde fazer o chamado Teste do Pézinho. Por coincidência, foi o dia de aniversário do Grande e ficamos o dia todos juntos, ou seja, nem o Pequeno foi à escola. Então lá fomos nós, em família, ao Centro de Saúde. Assim que entramos na sala onde atendem as crianças, o Pequeno pôs os olhinhos em cima de um dinossauro que lá estava, já a pensar levá-lo para casa. Como aquilo de furar o pé de um bebé recém-nascido impressiona qualquer um, a enfermeira, pediu ao pai que saísse e levasse o Pequeno para ele não ver. Claro que o Pequeno só aceitou sair se levasse o dito dinossauro. Tudo bem, desde que depois o devolvesse. Lá foram eles espairecer. Enquanto isso, a Pequena fez o teste e a mim mudaram-me o penso da cesariana, que é feito noutra sala de tratamento. O Grande e o Pequeno, quando vêm, vão à minha procura e principalmente à procura da enfermeira para devolver o dinossauro. Quando chegam à sala de tratamento, batem à porta, ninguém responde. Perante isto, ele pergunta a um simpático senhor, se está lá alguém, o sr. responde, com o feitio à português, habitual cliente dos centros de saúde:
- Não está ninguém e mesmo se estivesse eu e estas duas pessoas atrás de mim, estão à sua frente.
O Grande responde:
- O sr. também está para entregar dinossauros?

Eu não conseguia parar de tanto rir (com a costura da cesariana não foi fácil).

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

E ainda outra coisinha...

Desta vez sobre a professora de Inglês do T.
Então não é que esta senhora teima em gratificar os miúdos pelo bom comportamento com uma carimbadela de uma cara verde sorridente, sabem onde? Precisamente na ponta do nariz.
Ai que fofinho, diriam alguns.
No primeiro dia ainda teve a sua graça, mas com a continuação perdeu-a completamente. Porque se pensam que é fácil fazer desaparecer aquela tinta verde do nariz estão muito enganados. Mesmo a esfregar até deixar o nariz quase esfolado. Nem com álcool!
Espero que ele se continue a portar bem senão é capaz de ser presenteado com um carimbo a vermelho na ponta do nariz a dizer " CENSURADO ".
Esta senhora não deve ter filhos, ou então não é ela que lhes dá banho.

Pai Natal

Um dia desta semana o T. chegou a casa e disse-me frontalmente que o Pai Natal não existe e são os pais que inventam essas mentiras às crianças. Fiquei um bocado a bater mal ( não que a notícia para mim fosse novidade) mas porque é que alguém tinha apagado assim tão bruscamente uma fantasia tão doce a uma criança? Perguntei-lhe quem é que lhe tinha contado semelhante barbaridade e ele respondeu-me que tinha sido a sua professora. Ora quem sou eu para contrariar a palavra de uma professora, principalmente a do meu filho e lá tive de me render e dizer-lhe que realmente o Pai Natal é um mito, mas que não faz mal as crianças até determinada altura acreditarem que ele existe, porque ele também contribui para a magia do Natal, e dá presentes, etc, etc.
-Áh, mas eu também sei que os presentes que o Pai Natal deixa no sapatinho são os pais que os põem lá durante a noite. A professora também disse isso. - disse-me ele com um ligeiro ar de arrogância.
- Áh pronto se é assim e já que estás tão bem informado, este ano só me preocupo com o sapatinho da tua irmã.
- Não mãe! Podes pôr na mesma no meu sapatinho que eu não me importo! ( A sério que ele não se importa de receber um presente extra?? Quem diria!).
Óbviamente que as crianças mais tarde ou mais cedo têm de perceber que o Pai Natal não existe, e sei que há muita gente que não alimenta estas fantasias às crianças e cedo dismistifica estas personagens, mas porquê? Qual é o mal de serem felizes e viverem o Natal com esta envolvente mágica que só se tem nesta tenra idade? Porque é que têm de ser adultos se ainda podem ser crianças? Eu acreditei durante muito tempo no Pai Natal e não apanhei nenhum esgotamento nervoso quando finalmente descobri que ele não existia. Fico deprimida é com o preço que os brinquedos custam, isso sim!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Parabéns a você

Hoje a Avessa está de Parabéns.
Pelo menos mais velha um ano estás, quer queiras, quer não. É verdade que com a idade vêm as rugas, os bicos de papagaio, os cabelos brancos, entre outras coisas que não queremos de modo nenhum, mas vem também a serenidade e maturidade necessária para lidar com os novos desafios com que a vida nos surpreende. A idade faz-nos seleccionar os bons momentos da vida e a experiência faz-nos errar menos.
Esta lenga-lenga só serve para te desejar as maiores felicidades do mundo e força para lidar com os 35 .... há quem diga, que é a partir desta idade que nos tornamos verdadeiramente mulheres, esperemos que sim, e boazonas, já agora!!

Aguenta-te aí no trabalho, que eu agora é mais fraldas ... beijos.

sábado, 21 de novembro de 2009

Velha?!!!! Eu????????

Eu sei que não estou a ficar mais nova. Aliás estou a poucos dias de completar 35. Mas 35 ainda não é considerado velho, certo?
Então porque é que raio o meu filho de 6 anos hoje de manhã olhou para mim e me disse que eu estava a ficar velhinha para tomar conta dele e da mana (ainda por cima a acarinhar-me com o "inha") porque já tenho umas rugazitas ao pé dos olhos portanto estou a ficar parecida com a avó, logo VELHA!
Anda uma gaja 9 meses a carregá-los na barriga para depois passar algumas das horas piores da sua vida a pari-los e é assim que eles agradecem???
Velha eu? Recuso-me!!!!!
Nem que tenha de fazer uma plástica!!!!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Já nasceu a pequena C.!

Após longas e dolorosas horas de espera a Pequena da Travessa nasceu hoje durante a tarde de cesariana. Uma morenaça com 3,5Kg, pelo que consta muito parecida com o irmão. E nasceu esfomeada porque agarrou-se à maminha da mãe como se não houvesse amanhã! Está tudo bem com a mamã e a filhota e agora esperemos que estes dias no hospital passem depressa para que a pequena papoila possa vir para a sua casa brincar com o traquina do mano.